Armadilhas para o discipulado #1 – Foco na quantidade

multidão

Jesus ordenou a Grande Comissão [Mt 28:19-20] e desde então seus seguidores tem se esforçado por cumprir tal obra. Da Igreja Primitiva aos tempos atuais, cristãos que possuem a visão bíblica dada por Cristo tem trabalhado e sistematizado o discipulado de forma correta e coerente, visando o crescimento do Reino de Deus na Terra.

Mas o discipulado bíblico tem alguns inimigos dentro do próprio meio cristão. O resumo da ópera nos mostra que a maioria dos problemas convergem para um só ponto: a ganância do homem.

Creio que um dos maiores inimigos, se não o maior de todos, é o ardente desejo por quantidade de pessoas na igreja, baseado no princípio demoníaco do mais é mai$, tendo como foco o resultado (em especial o financeiro) e não o discipulado. Qualquer interesse em se aplicar um modelo de discipulado que não seja o puro desejo de gerar discípulos para Cristo é tão errado quanto o pecado e causa a mesma repulsa em Jesus. São os chamados atos de justiça própria, nas quais se faz algo que é correto, mas com a motivação errada, como, por exemplo, praticar boas obras para ser salvo. Esses atos são tão abomináveis para Deus quanto a injustiça, pois estão fora da Sua vontade. Continue lendo »

Respeito é bom e eu gosto!

respeito

Você pode não ter notado, mas parece que o respeito caiu de moda no mundo cristão. A falta de respeito no trato com as pessoas gera baixa auto-estima e não raro, conflito entre os irmãos. A comunhão da igreja fica prejudicada quando não há respeito entre as pessoas.

Chamar os irmãos por apelidos diminutivos, formas jocosas ou mesmo desdenhosa, infelizmente tem se transformado em rotina no cotidiano de muitas igrejas. Onde algumas pessoas perderam a noção de boas maneiras, confundindo o livre arbítrio, e a intimidade com desrespeito aos outros. Continue lendo »

FALEM, MENINAS!

fale_mulher_logoCinco filhas em casa — nenhum menino. Imagine você a agitação na casa de Zelofeade na hora dessas garotas se arrumarem para ir a qualquer lugar; ou o barulho constante das cinco falando de uma só vez, o tempo todo! Fico até com pena do pai.

Quando Zelofeade faleceu, elas, as cinco, bem unidas, foram conversar com o grande líder, Moisés, e lhe fizeram um pedido corajoso. Se quiser verificar o texto, abra sua Bíblia em Números 27.1-11. Repare o pedido no versículo 4: “Dá-nos possessão entre os irmãos de nosso pai.” Será que eram as primeiras feministas, erguendo sua bandeira bem alto, inconformadas com a Lei que as excluía de qualquer herança material?

Vamos ver o que elas nos falam hoje: eram cinco! Sem dúvida, têm algo a nos dizer! Continue lendo »

Tempo que foge

jaboticabaContei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio. Continue lendo »

Como elaborar uma estratégia para a vida#4 – Procure o seu caminho

procure o seu caminho

Para descobrir a vontade de Deus é necessário sabedoria. Não a sabedoria intelectual humana, mas a sabedoria que significa afinidade com Deus e compreensão obediente e humilde da vontade dele, sabendo até onde ela vai e onde ela não pode estar presente. Paulo fala dessa sabedoria em I Co 2.11-16. É uma espécie de radar de sensibilidade espiritual, que dá sinal de se Deus passou por ali ou não passou. E é Deus quem concede liberalmente essa sabedoria (Tg 1.5). O próprio Jesus não hesitou em tomar essa atitude na oração do Getsêmani, quando por três vezes demonstrou essa posição de obediência e submissão ao Pai (Jo 18.36-46).

Assim, na esfera de elaborar uma estratégia para a nossa vida, devemos procurar descobrir a vontade de Deus, pois ele mesmo nos ajudará a conhecê-la. Conhecer a vontade de Deus nos fará ser guiados no obedecer a ele. Assim, caro irmão, ame, sobretudo, a vontade de Deus e isso te ajudará no buscar, no conhecer e no fazer a vontade de teu Senhor. Continue lendo »

A alma Católica dos Evangélicos no Brasil

teologiaOs evangélicos no Brasil nunca conseguiram se livrar totalmente da influência do Catolicismo Romano. Por séculos, o Catolicismo formou a mentalidade brasileira, a sua maneira de ver o mundo (“cosmovisão”). O crescimento do número de evangélicos no Brasil é cada vez maior – segundo o IBGE, seremos 40 milhões neste ano de 2006 – mas há várias evidências de que boa parte dos evangélicos não tem conseguido se livrar da herança católica. É um fato que a conversão verdadeira (arrependimento e fé) implica uma mudança espiritual e moral, mas não significa necessariamente uma mudança na maneira como a pessoa vê o mundo. Alguém pode ter sido regenerado pelo Espírito e ainda continuar, por um tempo, a enxergar as coisas com os pressupostos antigos. É o caso dos crentes de Corinto por exemplo. Alguns deles haviam sido impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores. Todavia, haviam sido lavados, santificados e justificados “em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.9-11), sem que isso significasse que uma mudança completa de mentalidade houvesse ocorrido com eles. Na primeira carta que lhes escreve, Paulo revela duas áreas em que eles continuavam a agir como pagãos: na maneira grega dicotômica de ver o mundo dividido em matéria e espírito (que dificultava a aceitação entre eles das relações sexuais no casamento e a ressurreição física dos mortos – capítulos 7 e 15) e o culto à personalidade mantido para com os filósofos gregos (que logo os levou a formar partidos na igreja em torno de Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o próprio Cristo – capítulos 1 a 4). Continue lendo »